Guarapari tem mais de 50 praias oficialmente catalogadas pela Prefeitura Municipal — e isso não é exagero de folheto turístico. Para conferir as melhores praias do Espírito Santo em ranking completo, confira nosso guia estadual.

A Cidade Saúde, como é carinhosamente chamada pelos capixabas da gema, oferece de tudo: praia urbana com calçadão e quiosque, enseada selvagem que exige trilha de 40 minutos, recanto de pescador sem sinal de celular e ponto de surf que sedia campeonato estadual.
Neste guia, cada praia ganha o espaço que merece — com dicas de quem mora aqui, avaliações reais de quem veio de longe e informações práticas pra você planejar sua visita sem depender de achismo.
Pega a visão.
Por que Guarapari é a Cidade Saúde?
A resposta tem nome científico: areias monazíticas.
Presentes principalmente na Praia da Areia Preta, essas areias escuras contêm minerais radioativos naturais — monazita, ilmenita, zircão — que historicamente atraíram visitantes em busca de efeitos terapêuticos nas articulações e na circulação. O apelido pegou no século XX e nunca mais saiu.
Mas 2024 trouxe um reconhecimento ainda maior: Guarapari foi declarada oficialmente Capital Nacional da Biodiversidade Marinha. O município abriga o Victory 8B, o maior recife artificial de peixes da América Latina, criado a partir de um cargueiro afundado a 12 km da costa. Centenas de espécies marinhas vivem ali e o destino virou referência nacional para o mergulho autônomo.
Com 51 km de distância de Vitória pela BR-101 ou pela ES-060 (Rodovia do Sol), Guarapari está a menos de uma hora da capital e recebe milhares de turistas todo fim de semana — não só no verão.
Praias Urbanas e de Grande Infraestrutura
Praia do Morro
A rainha do litoral guarapariense. Veja o guia completo da Praia do Morro. Com quatro quilômetros de extensão, é a maior praia urbana da cidade e a mais completa em estrutura: calçadão reformado, ciclovia, quadra esportiva, banheiros públicos, rampas de acesso para cadeirantes e uma fila de quiosques que vai do café da manhã à caipirinha do fim de tarde.
No verão de 2026, o novo trecho do calçadão — entregue pela Prefeitura Municipal no segundo semestre de 2025 — ficou claramente mais largo e com iluminação reforçada. Dá pra caminhar de noite sem problema nenhum.
O que diz quem veio de fora: Thaís Monteiro, de Belo Horizonte, avaliou no Google Maps em janeiro de 2026: “Praia linda, infraestrutura muito boa pra padrão de ES. Cheguei às 10h e já estava cheia. Na próxima venho mais cedo ou escolho um dia de semana.”
O que diz quem mora aqui: Seu Geraldo, morador do bairro Praia do Morro há 28 anos, é direto: “O segredo é a parte norte da praia, perto da Muquiçaba. Lá é mais tranquilo, o mar é igualzinho e você ainda vê o barco de pesca chegando de manhã cedo. Isso não tem preço.”
Dica prática: Nos fins de semana da alta temporada, o estacionamento informal nas ruas do entorno cobra de R$ 20 a R$ 40 pelo dia. Chegar antes das 8h resolve o problema.
| Infraestrutura | Disponível |
|---|---|
| Calçadão | ✅ Reformado em 2025 |
| Ciclovia | ✅ |
| Banheiros públicos | ✅ |
| Quiosques | ✅ |
| Rampa para cadeirantes | ✅ |
| Prática de esportes náuticos | ✅ |
| Estacionamento oficial | ❌ (informal nas ruas) |
Prainha de Muquiçaba
Logo antes da Praia do Morro, a Muquiçaba tem uma personalidade completamente diferente da vizinha famosa.
As águas são as mais tranquilas de toda aquela região. Um monumento ao Padroeiro São Pedro fica sobre uma pedra dentro do mar — é um dos pontos fotográficos mais icônicos do litoral guarapariense, especialmente ao entardecer quando a luz bate de lado.
A praia tem restaurantes com cozinha capixaba, quiosques, sanitários e uma pista de skate que anima as tardes com as crianças. Os barcos de pesca artesanal compõem o visual bucólico que você não encontra mais nas praias urbanas maiores.
Dica de morador: É aqui que os guaraparienses que trabalham de segunda a sexta vêm no fim de tarde tomar uma cerveja gelada em paz. Sem o movimento pesado da Praia do Morro, sem o trânsito caótico do verão.
Praia da Areia Preta
No coração do centro histórico de Guarapari, essa é a praia que deu à cidade o apelido de Cidade Saúde.
A areia escura — resultado da concentração de minerais monazíticos — é a grande atração. Mas tem um detalhe que ninguém avisa ao turista de primeira viagem: areia escura absorve calor muito mais rápido que areia clara. Em dias de sol forte, andar descalço pode ser desconfortável. Leve chinelo e molhe os pés antes de entrar na areia.
No final da praia, um barranco multicolorido vai do roxo ao vermelho até o branco — uma das formações geológicas mais incomuns de todo o litoral capixaba e praticamente um tesouro para fotografia.
O que diz quem veio de fora: Rodrigo Ferraz, de São Paulo, deixou seu comentário no Google Maps: “Fui sem expectativa nenhuma e fiquei impressionado. A areia é de outra cor, o barranco colorido no fundo é surreal. É bem diferente de tudo que já vi no Brasil.”
Atenção: A praia fica movimentada quase o ano todo por causa dos visitantes que buscam os efeitos terapêuticos. Quem tem problema de saúde e vem especificamente pelas areias monazíticas costuma ficar sentado na areia seca, próximo ao barranco, por 30 a 60 minutos.
Praia das Castanheiras
As árvores que dão nome à praia são a maior vantagem dela: oferecem sombra natural ao longo de toda a orla, o que é raro nas praias de centro de Guarapari.
As piscinas naturais que se formam aqui são perfeitas para crianças pequenas e para quem não curte onda. O calçadão lateral tem comércio variado — sorveteria, birosca, quiosque com frutos do mar — e no final do dia o futevôlei toma conta da faixa de areia com jogadores que vêm toda semana.
Dica local: O trecho com as melhores piscinas naturais fica na parte sul da praia. Na maré baixa as piscinas ficam mais rasas e tranquilas — ideal pra levar criança que ainda não nada.
Praia do Meio
Tem esse nome por estar literalmente no meio — entre a Areia Preta e as Castanheiras.
O povo de Guarapari mais antigo chama de “Praia dos Covardes” — apelido que pegou porque os banhistas que não queriam enfrentar o mar forte da Areia Preta preferiam essa faixa de areia mais estreita e calma.
Mar raso, sem ondas fortes, faixa de areia compacta. Sem muita estrutura própria, mas com os quiosques dos extremos ao alcance a pé.
Praia das Virtudes
Pequena, discreta e cercada por edifícios altos e luxuosos. A história por trás do nome é a mais curiosa do centro: conta-se que as freiras da região só se banhavam aqui justamente por ser a praia mais escondida e reservada — longe dos olhares do movimento urbano.
Mar calmo, areia clara. Frequentada principalmente por moradores dos prédios ao redor. Sem estrutura de quiosque, sem vendedor ambulante. Para quem mora ali, é o quintal de frente.
Praia da Fonte
Uma praia de centro que guarda uma raridade histórica: um poço construído pelos jesuítas no século XVI, um dos poucos vestígios físicos da presença jesuítica no litoral capixaba ainda acessível ao público.
Mar tranquilo, ambiente familiar, menos movimento que a Areia Preta mesmo estando no mesmo bairro. É o tipo de lugar que o turista passa na frente sem perceber — e que o morador conhece desde criança.
Praia do Valadão
Setenta metros de extensão, praticamente no centro da cidade. Separada da Praia da Fonte por uma pedra, essa praia menor é famosa pela coleta de sururu — o marisco que entra na moqueca capixaba e que os pescadores locais recolhem aqui há gerações.
Não tem estacionamento, não tem como chegar de carro. É frequentada por moradores das imediações e homenageia um antigo habitante da região no próprio nome. Quem procura silêncio e história ao mesmo tempo, achei sua praia.
Praias da Enseada Azul e Nova Guarapari
Praia de Setiba
Na entrada norte de Guarapari, é uma das primeiras praias que você encontra vindo de Vitória pela Rodovia do Sol.
Água entre as mais claras da cidade, castanheiras ao longo da orla oferecendo sombra, quiosques com sanitários e acesso por escada. Muito frequentada nos fins de semana por quem vem da Grande Vitória — é uma praia com perfil familiar, sem o baru das praias de centro.
Dica prática: Por ser a primeira praia de entrada na cidade, o trânsito no acesso pode travar nos feriados. Quem vem de ônibus desce na parada antes do centro e caminha uns 10 minutos. Vale.
Praia de Bacutia
O nome vem do tupi e significa, aproximadamente, “mudar de direção adiante” — e a praia faz jus à tradução porque o costão de pedra que a cerca cria uma enseada onde o mar muda de comportamento.
Muito frequentada por jovens e considerada uma das praias mais badaladas do ES. Tem rampa de acesso para descarregar equipamentos de esporte náutico. Kite, stand up paddle, jet ski — é aqui que o pessoal mais animado se concentra em Guarapari.
O que diz quem vem sempre: Leandro Costa, de Vitória, frequenta a Bacutia todo mês e resume bem: “É a praia mais animada sem ser a mais lotada. Tem energia boa, pessoal que curte mar de verdade. E as pedras formam uns cantos massa pra fotografar.”
Praia de Peracanga
Localizada na região da Enseada Azul, em Nova Guarapari, é uma praia de acesso por escadas e rampas em meio à restinga — um visual diferente do que a maioria dos turistas está acostumado.
Família é o público certo aqui: águas calmas, quiosques na beira-mar servindo petiscos e bebidas, ambiente tranquilo mesmo na alta temporada. É muito concorrida no verão justamente por isso — pais com criança pequena descobrem que conseguem relaxar de verdade aqui.
Dica de morador: O melhor horário é o da manhã. A sombra cai sobre a areia até mais tarde por causa da vegetação de restinga ao redor e o mar começa o dia no máximo de calmaria.
Praia de Guaibura
No final da Praia do Riacho, dentro de uma pequena aldeia de pescadores na região da Enseada Azul.
O nome vem do tupi: GUA = enseada, IBURA = água que segue, fonte. Significa, basicamente, “enseada que nasce”. E é exatamente isso que você encontra — uma enseada que parece ter surgido naturalmente entre os morros.
Tranquilidade de verdade, restaurantes com culinária local e quase nenhum turista fora da alta temporada. Para quem quer comer peixe fresco sem pagar o preço de Meaípe.
Praia dos Bairristas
Pequena enseada logo após Peracanga. O acesso é por trilha no lado norte de Peracanga ou por uma viela na Praia de Guaibura.
Faixa de areia estreita e dourada, águas calmas esverdeadas, coqueiros emoldurando. Tem um quiosque numa parte elevada que dá uma vista generosa da enseada. No verão recebe os turistas das praias vizinhas que estão em busca de um canto mais quieto — e acabam não voltando mais pra Peracanga.
Praia do Boião
No bairro Perocão, 170 metros de extensão com um ambiente que poucos turistas conhecem mas que todos os moradores do entorno guardam com carinho.
Águas calmas, um quiosque, algumas árvores com sombra. Acesso fácil para outras praias próximas — Praia Recanto dos Amores e Praia do Morcego estão a uma caminhada daqui. É uma praia de transição: boa para quem quer explorar essa parte do litoral sem base fixa em uma praia só.
Praia de Perocão
Homenagem ao chefe indígena “Pero Cão” que habitava a região — e essa origem tupi está viva na praia até hoje: é uma aldeia de pescadores onde você ainda pode alugar barco para passeios ou mergulho nas Três Ilhas, Rasa e Escalvada.
A orla tem bares, restaurantes e iluminação noturna. À noite, o Perocão tem um visual completamente diferente — barcos iluminados no ancoradouro, mesa de plástico na beira d’água, cerveja gelada e conversa de pescador. É o interior do ES com vista para o mar.
Perspectiva do comerciante: Dona Maria das Graças, que trabalha com barcos turísticos no Perocão há 18 anos, conta que 2026 começou forte: “O povo descobriu que daqui você chega nas ilhas em menos de 20 minutos. Antes iam pro Anchieta. Agora voltam pro Perocão.”
Praia do Riacho
Entre o centro e Nova Guarapari. Mar aberto, ondas azul-esverdeadas, faixa de areia extensa e selvagem — ainda sem urbanização.
Ideal para pesca marítima de arremesso e para o SkySurf que rola na extremidade da praia. Frequentada principalmente por moradores locais que conhecem o lugar de cor. Quem vem buscar agito não encontra aqui — mas quem vem buscar um pôr do sol sem multidão descobre um dos mais bonitos da costa capixaba.
Praia de Graçaí
Entre os bairros Ipiranga e Nova Guarapari. Ondas ideais para surf e esportes náuticos, calçadão e ciclovia ao longo da orla.
O diferencial visual é a Lagoa de Graçaí à direita: antigamente a lagoa se unia ao mar na maré cheia, facilitando a pescaria. Hoje é separada, mas compõe uma paisagem dupla — mar aberto de um lado, espelho d’água de restinga do outro — que você não vê em qualquer praia do litoral capixaba.
Praia do Ipiranga
No bairro Ipiranga, 300 metros de extensão. Conhecida por pescadores locais e ainda pouco explorada pelo turismo.
Areia clara, mar agitado, beleza rústica. O calçadão e a ciclovia tornam a orla boa para caminhada e corrida no fim de tarde. Não é praia para nadar sem atenção — as correntes pedem respeito — mas pra um piquenique ao entardecer, difícil achar lugar melhor nessa região.
Praias de Meaípe e Entorno
Praia de Meaípe
Uma aldeia de pescadores na zona sul de Guarapari que virou o maior polo gastronômico do município — e talvez do litoral capixaba.
Os recifes de coral que bordejam a praia criam piscinas naturais quando a maré baixa. As areias monazíticas aparecem aqui também, compondo um ambiente com aquela mistura específica de rusticidade e beleza que Guarapari sabe entregar como nenhum outro destino.
Mas Meaípe é também — e talvez principalmente — a praia onde você come a moqueca capixaba mais autêntica do ES. O Restaurante Gaeta é referência histórica nacional. O Cantinho do Curuca, consolidado em 2025 como parada obrigatória da nova orla, preparou novidades no cardápio pra 2026. Veja o guia de bares e restaurantes em Meaípe. E os bolinhos de aipim fritos que os ambulantes vendem na areia são do tipo que você come um e pede três.
Em 2026, a praia consolidou a retomada econômica após receber investimentos de mais de R$ 100 milhões para contenção da erosão e engordamento da faixa de areia — um dos maiores projetos de revitalização do litoral capixaba nos últimos anos.
O que diz quem veio de fora: Amanda Souza, de Campos dos Goytacazes (RJ), postou no Instagram em fevereiro de 2026: “Fui pra comer e fiquei pela praia. Os recifes baixam a maré e viram piscina. A vista de dentro da piscina natural com a aldeia de pescador ao fundo é uma cena que não tem preço.”
Perspectiva do setor: Carlos Eduardo Marques, restauranteiro com mais de 20 anos de orla em Meaípe: “Este ano o turista chegou mais informado. Ele vem sabendo o que quer pedir, sabendo que tem que reservar mesa no fim de semana. Isso mostra que Meaípe virou destino, não parada.”
| Prato | Preço médio (2026) |
|---|---|
| Moqueca capixaba (2 pessoas) | R$ 90 a R$ 150 |
| Torta capixaba (porção) | R$ 45 a R$ 65 |
| Bolinho de aipim (unidade) | R$ 8 a R$ 12 |
| Peixe frito (prato individual) | R$ 55 a R$ 80 |
| Água de coco (na areia) | R$ 8 a R$ 12 |
Praia dos Padres
Entre a Enseada Azul e Meaípe. O acesso é por uma trilha que começa na Praia da Bacutia — não tem como chegar de carro até a areia.
São 142 metros de praia cercada por rochas, coqueiros e castanheiras. As piscinas naturais formadas pelas formações rochosas têm água cristalina e calma, com uma transparência que parece editada. Ambiente completamente deserto fora da alta temporada.
É o tipo de lugar que circula nos perfis de viagem do TikTok e as pessoas não acreditam que existe no Espírito Santo. Existe. E fica a menos de 2 horas de Vitória.
Dica prática: Use calçado fechado ou sandália de borracha na trilha. O caminho não é difícil, mas o chão tem raízes e pedras soltas. Leve água — não há quiosque nem vendedor no local.
Praias do Parque Estadual Paulo César Vinha
Praia de Setiba Pina
O nome vem do tupi: Pi/Pin/Pina = escavado, sem vegetação. “Local de conchas em abundância sem vegetação.”
Uma praia emoldurada pela restinga extremamente preservada do Parque Estadual Paulo César Vinha. É uma excelente opção para pesca de arremesso e para quem quer sossego de verdade — quase sem movimento mesmo no verão. O ambiente selvagem é o atrativo principal.
Praia D’Ulé
Quatro quilômetros de extensão dentro do Parque Estadual Paulo César Vinha. Ondas constantes e fortes entre abril e agosto fazem daqui o paraíso dos surfistas sérios de Guarapari.
A vegetação ao redor mistura restinga e Mata Atlântica. Há pequenas dunas que mudam de formato com o vento. E uma trilha interna leva até a Lagoa Vermelha — uma combinação de ambientes que você faz em um único passeio e que não esquece.
Próxima a um parque aquático popular, o que torna a região interessante para famílias que dividem o dia entre o surf e outras atividades.
Nota de conservação: Por estar dentro de unidade de conservação estadual, a praia tem regras rígidas — sem fogueira, sem lixo, sem retirada de flora ou fauna. A fiscalização aumentou em 2026.
Praia de Setibão
Dois quilômetros de extensão, também dentro do Parque Estadual Paulo César Vinha, no bairro Setiba.
Mar aberto, ondas grandes, ventos fortes — é o cenário perfeito para surf e esportes aquáticos de alta performance. A praia sedia campeonatos do Circuito Estadual Bahamas Surf-Pro com regularidade, o que diz muito sobre a qualidade das ondas.
A temperatura da água costuma ser agradável e o vento fresco torna o ambiente mais leve nos dias quentes. Acesso pela Rodovia do Sol.
Praia do Sol
Onze quilômetros de areia. Onze.
É uma das praias mais extensas e desertas de todo o ES. Dentro do Parque Estadual Paulo César Vinha, a 19 km do centro de Guarapari pela Rodovia do Sol, a Praia do Sol é o oposto de tudo que o turismo convencional oferece.
Ondas fortes para surf, areia clara e finíssima, horizonte sem prédio nenhum. Quase nenhuma infraestrutura. Você chega, escolhe seu trecho de praia e tem ela praticamente pra você.
É aqui que o guarapariense cansado de turista vem no mês de maio quando a cidade volta ao ritmo normal.
Praia do Caraís
Dentro do Parque Estadual Paulo César Vinha, com uma característica que não existe em nenhuma outra praia dessa lista: a água é doce e escura, colorida pelas raízes do manguezal.
O povo local chama de Lagoa da Coca Cola pela coloração. Não é sal, não tem onda — é uma praia de lagoa rodeada por ecossistema de manguezal preservado. Um ambiente completamente diferente de tudo que você já viu num litoral.
Praias Selvagens do Morro do Una e Entorno
Praia do Morcego
Uma pequena enseada cercada por rochas e piscinas naturais de dar inveja. O nome não é convite, é alerta de horário: os morcegos que saem ao entardecer fazem parte do ecossistema local e são sinal de ambiente preservado.
Águas calmas e rasas, indicadas para crianças. O visual de dentro da enseada — com as rochas ao redor e a mata na encosta — é cinematográfico. Ambiente deserto durante a semana, mais visitado nos fins de semana por quem combina com a Praia dos Adventistas próxima.
Praia dos Adventistas
Pouco explorada e encantadora. Águas calmas pela manhã, suaves ondas à tarde — o tipo de praia com dois humores que surpreendem quem passa o dia inteiro.
Ambiente familiar, seguro para crianças, paisagens que chegam a parecer editadas. Serve como ponto de partida para a trilha que leva às Três Praias — então quem vem de van ou carro particular pode estacionar aqui e explorar a pé.
Praia das Conchas
Acesso por trilha a partir da Praia dos Adventistas, em meio à vegetação nativa da restinga.
Areia dourada, águas cristalinas, nenhuma estrutura de quiosque ou sanitário. O nome é literal — conchas espalham pela areia e pelo fundo d’água em quantidade raramente vista em praias populares. Para relaxar, fazer fotografia de natureza e sentir que o litoral capixaba ainda guarda lugares intocados.
Praia do Saco
A menor das Três Praias, com apenas 160 metros de extensão — e por isso mesmo a mais intimista.
Também chamada de Ancoradouro, tem águas tranquilas e azuis cercadas por formações rochosas e pequenas ilhotas que compõem um cenário paradisíaco raro no litoral sudeste. Para chegar, siga pela trilha ecológica do Condomínio Alphaville ou pela Praia dos Adventistas passando pela Praia do Morcego.
Traga tênis ou sandália de borracha. A trilha tem boa sinalização mas o terreno exige atenção.
Praia da Leontina
Um dos três recortes do complexo Três Praias, com 286 metros de areia fina e dourada.
As ondas suaves trazem algas que revelam a biodiversidade local — e que às vezes assustam o turista de primeira viagem mas que o morador sabe que são sinal de mar limpo e ecossistema ativo. É a mais deserta das três, mais reservada, ideal pra quem quer ficar o dia todo sem vizinho de toalha.
Praia Mateus Lopes
Também parte das Três Praias. Cercada de pedras e vegetação, sem ondas dignas de nome — o que a torna perfeita para caiaque, mergulho com snorkel e crianças que estão aprendendo a nadar.
Dica prática: Leve caiaque inflável se tiver. A praia não aluga equipamento e as águas calmas são ideais para remar no próprio ritmo. Dá pra passar o dia inteiro só nessa praia sem se cansar da vista.
Praia Recanto dos Amores
Entre a Praia do Boião e as Três Praias, acesso somente por trilha na Mata Atlântica. Sem quiosque, sem sanitário, sem sinalização turística oficial.
É uma das praias de acesso mais difícil desta lista — e justamente por isso uma das mais preservadas. Para quem gosta de trilha e quer recompensa à altura no final do caminho.
Praia do Morcego (conexão com as Três Praias)
Como usar o Morcego como ponto de conexão
A Praia do Morcego funciona como etapa intermediária na rota das Três Praias. Quem parte da Praia dos Adventistas passa pelo Morcego e depois chega no Saco, Leontina e Mateus Lopes. A enseada vale a pausa — as piscinas naturais no caminho são parte do passeio, não apenas um desvio.
Praia Vermelha
Dentro do Parque Municipal Morro da Pescaria, a 300 metros da recepção por trilha ecológica de nível fácil.
A areia de tom avermelhado é a característica que ninguém espera. Águas cristalinas, vista panorâmica do costão, zero infraestrutura — o parque exige que cada visitante carregue seu lixo de volta. Sem fogueira, sem caixinha de som.
É uma praia de reconexão. Quem vai sai diferente.
Praia da Raposa
Protegida pelo Parque Municipal do Morro da Pescaria, com acesso por trilha após a Praia do Ermitão.
Fica em frente à Ilha da Raposa — 30 metros de enseada com águas calmas e extremamente claras no verão. Ideal para mergulho com máscara e respirador quando o mar está calmo. Ambiente deserto, cercado de natureza intocada. É o tipo de praia que aparece no seu feed como “paraíso secreto do ES” e que você leva anos pra descobrir que fica dentro de Guarapari.
Praia dos Eduardos
Dentro do Morro do Una. O acesso é por uma passagem entre fendas nas pedras — sim, você precisa se espremer um pouco.
A recompensa: águas azul esverdeadas, areia dourada, mata de restinga nativa ao redor e uma sensação de praia deserta que não se encontra em lugar nenhum com esse nível de beleza. Não tem nada lá. Sem quiosque, sem sombra artificial. Leve tudo que precisar.
Praia dos Corais
Logo após a Praia dos Eduardos, protegida pelo Morro do Una. São apenas 26 metros de extensão — uma das menores desta lista — mas com uma densidade de beleza que faz qualquer centímetro valer.
Águas azuis sobre areia dourada, ambiente completamente selvagem. Sem infraestrutura, sem sinal de celular forte. Para quem chegou até aqui, já entendeu que esse é o ponto.
Praias das Áreas de Proteção Ambiental de Setiba
Praia do Pacheco
No balneário de Setiba, dentro da Área de Proteção Ambiental de Setiba, no Morro do Una.
Faixa de areia estreita, pedras ao redor, vista deslumbrante do costão. Boa para caminhada e mergulho em dias de mar calmo. A APA garante preservação da natureza — o que significa menos estrutura para o turista, mas muito mais natureza para quem sabe apreciar.
Praia do Cosine
Também no balneário de Setiba, dentro da APA de mesmo nome.
Uma faixa pequena de areia cercada por mata nativa e pedras, águas cristalinas e rasas — a sensação de ilha deserta sem precisar de barco. Longe da agitação de qualquer praia famosa. Para quem chegou até aqui lendo este guia, parabéns: você descobriu um dos segredos mais bem guardados de Guarapari.
Praia do Bremem
No mesmo bolsão de praias do balneário de Setiba. Faixa de areia mais espaçosa que as vizinhas Pacheco e Cosine, também com pedras ao redor.
Dentro da APA de Setiba. Boa para caminhada, mergulho, e aquela tarde sem compromisso que fica na memória por anos.
Praias Tranquilas para Família
Praia dos Namorados
A mais romântica de Guarapari — e também uma das mais seguras para crianças.
A lenda diz que dois namorados foram enfeitiçados um pelo outro justamente por causa da magia do lugar, e o nome ficou. Areia clara, mar calmo, águas cristalinas. Banheiros, quiosques e acesso por rampas e escadas.
É consistentemente a resposta dos moradores quando alguém pergunta qual praia de Guarapari indicar para família com criança pequena que não quer riscos no mar.
Praia de Santa Mônica
2,5 km de extensão com orla urbanizada: residências, quiosques, sanitários, quadra de esportes e canoa havaiana para quem quer praticar esporte náutico em águas calmas.
Localizada a 12 km do centro, o acesso é pela Rodovia do Sol sentido norte. A combinação de infraestrutura e mar tranquilo faz dela uma das preferidas das famílias da Grande Vitória que querem um dia de praia sem a confusão das praias centrais.
Praia do Una / Praia do Camping
Também chamada de Praia do Camping por causa da área destinada a esse uso, é uma pequena enseada ao lado da Praia de Santa Mônica, a 12 km do centro.
Cerca de 150 metros de extensão, águas claras e rasas, praticamente sem ondas. Cercada por morros e vegetação espetacular. Tem quiosques, pousadas e restaurantes nas proximidades — a infraestrutura toda está lá, mas sem o movimento pesado das praias famosas.
Para quem gosta de acampar na beira da praia, é o único ponto oficial de Guarapari para isso.
Praia de Olaria
Uma raridade na lista: a Praia de Olaria é banhada pelo Rio Benevente, não pelo mar.
No bairro de Olaria, essa pequena faixa de areia à margem do rio oferece um ambiente de água doce calma, rodeado por natureza e sem o movimento do litoral marinho. Para quem veio de viagem longa e quer algo completamente diferente, é uma pausa incomum e tranquila.
Praias com Visual Diferenciado
Praia de Porto Grande
Situada no canal entre o continente e a Ilhabela, com vento constante e boas condições para esportes náuticos.
O grande diferencial visual são as falésias coloridas do costão — na maré alta, as rochas pingam água vermelha ou amarela sobre o mar, dependendo da altura das ondas. Um espetáculo geológico que não tem reprodução em nenhuma outra praia de Guarapari.
A areia dourada contrasta com o costão colorido. Não é praia pra banho — as condições de mar não ajudam — mas a fotografia daqui vale a parada.
Praia de Perocão (ponto de embarque)
Como usar o Perocão como base de operações
O Perocão é o ponto de partida para passeios de barco às Três Ilhas — Ilhas Rasa, Escalvada e a região do Victory 8B. De lá saem os barcos de pesca artesanais que os turistas podem alugar para passeio ou para mergulho.
A estrutura à beira d’água — com restaurantes e iluminação noturna — também faz do Perocão um bom ponto para jantar depois de um dia de ilha. O visual dos barcos ancorados ao entardecer fecha o dia com chave de ouro.
Praia da Concha D’Ostra
Dentro da Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável Concha D’Ostra, essa praia beira o manguezal — uma zona de reprodução de crustáceos, moluscos e peixes como robalo e tainha.
A faixa de areia clara é boa para caminhada, corrida e ciclismo. A reserva tem fragmentos de Mata de Tabuleiro e fauna que inclui espécies que você não encontra em praias comuns. Visitar com consciência ambiental é condição mínima — a pesca e a extração de animais são reguladas e fiscalizadas.
Praia das Pedras
Paisagem natural praticamente intocada. Uma enseada de mar azul composta por vários rochedos, areia dourada coberta por conchas e acesso difícil — não tem placa, não tem caminho oficial sinalizado.
É parada obrigatória para aventureiros e para fotógrafos de natureza. O silêncio aqui é de outro nível.
Praia dos Capixabas
Escondida atrás do Condomínio Aldeia da Praia — e o nome já diz o público que a frequenta.
Faixa de areia dourada, mar tranquilo, coqueiros e casas de alto padrão emoldurando o cenário. Perfeita para banho, inclusive para crianças. Não tem infraestrutura turística — leve alimentos e bebidas. No verão é mais movimentada por moradores locais; fora de temporada é quase exclusiva.
Praia da Aldeia
Também chamada de Praia dos Campistas, em um bairro residencial de alto padrão. Atmosfera calma, extensa faixa de areia dourada, pedras, coqueiros e jardins que formam um cenário que parece de condomínio privativo — mas é pública.
Sem quiosques, sem restaurantes. O ambiente é o atrativo. Serve como passagem para quem vai à Praia dos Ventos ou à Praia do Netuno.
Praia dos Ventos
Dentro do Condomínio Aldeia da Praia. Águas calmas e cristalinas, areia fina e dourada, casas e jardins bem cuidados ao redor.
Ideal para famílias com crianças. O acesso é permitido a todos, por uma pequena trilha após a Praia da Aldeia. O nome é autoexplicativo — o vento que corre por ali é constante e torna o calor dos dias de verão muito mais suportável.
Praia do Netuno
Pequena enseada dentro do Condomínio Aldeia da Praia. Cercada por pedras, águas calmas.
A história do nome é das mais curiosas de Guarapari: uma estátua de Netuno foi instalada por um morador da região e removida pela família após o falecimento dele. A estátua foi embora mas o nome ficou. O ambiente sereno permaneceu intocado.
Acesso por trilhas que atravessam a Praia da Aldeia e a Praia dos Ventos — difícil, mas para quem chegou até lá, recompensador.
Praia da Cerca
Aproximadamente 600 metros de extensão com um ambiente intimista que raramente aparece nos roteiros turísticos de Guarapari.
Águas cristalinas para mergulho, faixa de areia fina e dourada, vegetação exuberante ao redor. Tem quiosques com petiscos — um dos poucos desta seção de praias mais remotas a oferecer isso. Caminhadas e piqueniques são as atividades naturais do lugar.
Praia da Onça
Bem próxima à Praia do Morro, no final da Praia da Cerca. Uma pequena trilha leva até ela, e a vegetação nativa e algumas pedras separam esse recanto das praias vizinhas.
Para quem está na Praia do Morro e quer descobrir algo diferente sem se afastar muito, a Praia da Onça é a resposta certa. Contato com a natureza a dois passos da praia mais urbana de Guarapari.
Praia de Setiba Pina (reservada e selvagem)
Pesca e sossego no norte de Guarapari
A Setiba Pina é referência para a pesca de arremesso no norte da cidade. A restinga preservada ao redor mantém o ambiente sem interferência humana pesada. Sem banheiro, sem quiosque, sem vendedor. Mas com uma quantidade de conchas na areia que justifica o nome tupi.
Praia das Pelotas
Quarenta metros de extensão cercada por pedras e castanheiras. Areia clara, mar azul com ondas moderadas e — atenção — correntes fortes que representam risco real de afogamento.
A beleza é indiscutível, mas a praia exige cautela. Não é recomendada para crianças e para quem não tem experiência de mar aberto. Olhe antes de entrar.
Praia do Imbira
No extremo sul de Guarapari, na divisa com o município de Anchieta. Praia deserta, orla preservada, sem urbanização significativa.
Para quem veio até Guarapari e quer chegar no ponto mais selvagem do município antes da fronteira com o sul do ES. Uma experiência de fim de mundo no bom sentido — isolamento, silêncio e beleza natural sem interferência.
Praia do Cais
Cercada por coqueiros e casas luxuosas, frequentada principalmente por moradores locais. Sem acesso de carro por causa do condomínio à frente — o que garante um nível de tranquilidade que o dinheiro não compra.
A vista da cidade a partir daqui e o pôr do sol sobre o mar são dois motivos mais do que suficientes para fazer o esforço de chegar. Águas cristalinas e calmas. Energias repostas garantidas.
Praia Recanto da Sereia
Na Rodovia do Sol, sentido Vila Velha — essa praia marca a divisa entre os municípios de Guarapari e o vizinho ao norte.
Mar aberto, águas agitadas, vasta faixa de areia dourada. É procurada por surfistas e por quem curte atividades aquáticas de alta intensidade. Uma praia de borda, de passagem, que os moradores que conhecem param para visitar mas que o turista médio nem sabe que existe.
Como é o mergulho no Victory 8B?
O Victory 8B é o maior recife artificial de peixes da América Latina. Um cargueiro afundado a 12 km da costa de Guarapari que se transformou em lar de centenas de espécies marinhas ao longo dos anos.
O mergulho autônomo exige certificação e deve ser feito com operadoras especializadas credenciadas. As saídas partem do Perocão ou de pontos de embarque na orla central. O preço médio por pessoa gira em torno de R$ 200 a R$ 350 incluindo equipamento e barco.
É uma experiência que coloca Guarapari no mapa do turismo de aventura nacional — e que ainda é pouco explorada pelo turismo convencional.
| Informação | Detalhes |
|---|---|
| Distância da costa | 12 km |
| Profundidade média | 18 a 28 metros |
| Certificação necessária | Open Water ou superior |
| Preço médio (2026) | R$ 200 a R$ 350/pessoa |
| Ponto de embarque | Perocão / Orla Central |
| Melhor época | Verão (novembro a março) |
Qual a praia de Guarapari certa para cada perfil?
| Perfil | Praia Indicada |
|---|---|
| Família com criança pequena | Praia dos Namorados, Prainha de Muquiçaba, Santa Mônica |
| Jovem que quer agito | Bacutia, Praia do Morro (setor norte) |
| Surfista | D’Ulé, Setibão, Praia do Sol |
| Gastronomia + praia | Meaípe, Perocão, Guaibura |
| Trilha e natureza selvagem | Três Praias, Praia Vermelha, Praia dos Padres |
| Mergulho | Praia da Raposa, Victory 8B, Três Praias |
| Sossego total | Praia do Sol, Praia do Imbira, Cosine |
| Fotografia de natureza | Areia Preta, Porto Grande, Praia dos Corais |
| Pesca | Praia do Riacho, Setiba Pina, Graçaí |
Como chegar às praias de Guarapari — Guia de Logística
| Trajeto | Via | Tempo médio sem trânsito |
|---|---|---|
| Vitória → Centro de Guarapari | BR-101 | 50 min |
| Vitória → Centro de Guarapari | Rodovia do Sol (ES-060) | 55 min |
| Guarapari Centro → Meaípe | Carro (sul pela orla) | 20 min |
| Guarapari Centro → Praia do Sol | Rodovia do Sol (norte) | 30 min |
| Guarapari Centro → Três Praias | Carro + trilha | 35 min + 25 min a pé |
| Vitória → Guarapari | Ônibus (Águia Branca) | 1h10 a 1h30 |
Atualizado em junho de 2026, por Raimundo Oliveira para o portal Praias do ES. Dados baseados nas informações oficiais da Secretaria Municipal de Turismo de Guarapari (SEMTUR), avaliações do Google Maps e relatos coletados em redes sociais (jan–jun/2026).