Areias Monazíticas – Praias do ES https://praias.folhameaipe.com praias do es Thu, 25 Jun 2026 00:47:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://praias.folhameaipe.com/wordpress/wp-content/uploads/2026/06/cropped-favicon-praias-do-es-32x32.webp Areias Monazíticas – Praias do ES https://praias.folhameaipe.com 32 32 Praia da Areia Preta em Guarapari: O Guia Absoluto da Areia Terapêutica aos Segredos Nucleares https://praias.folhameaipe.com/praia-da-areia-preta/ https://praias.folhameaipe.com/praia-da-areia-preta/#respond Thu, 25 Jun 2026 00:46:58 +0000 https://praias.folhameaipe.com/?p=173 Tem uma praia no centro de Guarapari que já foi roubada por espiões, tratou celebridades, abrigou um cassino de luxo e gerou uma CPI no Congresso Nacional.

Praia da Areia Preta

A areia dela saiu em navios com destino aos Estados Unidos, virou matéria-prima de pesquisa nuclear e, décadas depois, foi comprovada por cientistas da UFES como uma das substâncias naturais com maior potencial terapêutico do Brasil.

Tudo isso numa faixa de 675 metros de areia escura no coração da Cidade Saúde.

Bem-vindo à Praia da Areia Preta.

Por que a areia é preta — e o que tem dentro dela

A pergunta que todo turista de primeira viagem faz ao pisar na Areia Preta merece uma resposta que vai além do “é monazítica”.

As areias encontradas aqui têm em sua composição ilmenita, monazita, terras raras, granada e zirconita. São minerais pesados que se concentraram ao longo de milênios pelo processo de erosão das rochas gnáissicas do litoral capixaba.

A coloração escura vem principalmente da ilmenita — um mineral de titânio e ferro de cor preta intensa. A monazita em si tem tom amarelo-escuro e aparece em menor concentração, mas é ela a responsável pela radioatividade natural da areia.

O termo monazita provém do grego monazein, que significa “estar solitário” — o que indica sua raridade. O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, calculada em 29 milhões de toneladas, atrás apenas da China. E boa parte dessa reserva está aqui, concentrada nas praias de Guarapari e Meaípe.

O que a ciência diz sobre as areias: cura de verdade ou mito?

Essa é a pergunta que divide opinião — e merece resposta honesta.

O que comprovou a pesquisa da UFES

Em 2017, após aproximadamente dez anos de estudo, pesquisas desenvolvidas pelo físico nuclear da Universidade Federal do Espírito Santo, professor Marcos Tadeu Orlando, apontaram que a ideia de que as areias pretas previnem diversas doenças tem base científica.

Os resultados identificaram uma relação direta entre a presença das areias monazíticas e a menor incidência de câncer de mama na população de Guarapari em comparação com outros municípios capixabas.

Os números são expressivos: em Guarapari, são dois casos de câncer maligno de mama a cada 100 mil mulheres. Em Colatina, a ocorrência foi de 178 mulheres a cada 100 mil. Em Linhares, o número chegou a 148. Os dados são do Sistema Único de Saúde.

O mecanismo explicado pelos pesquisadores: o spray d’água que vem das ondas, a temperatura e o magnetismo da areia, junto principalmente com o gás que ela libera — o radônio —, produzem uma radiação que atua na prevenção de doenças, entre elas o câncer de mama.

O que a pesquisa da UFRJ encontrou antes

Nem toda ciência chegou à mesma conclusão. Pesquisadores da UFRJ, na década de 1970, encontraram em Guarapari valores de radioatividade acima do índice considerado pela OMS como arriscado para a saúde humana.

Os dois estudos não são necessariamente contraditórios — a dose e o tempo de exposição fazem toda a diferença. O que a pesquisa da UFES sugere é que a exposição natural e moderada às areias monazíticas, no contexto de uma visita turística, não representa risco e pode ter efeito protetor.

A Agência Nuclear Brasileira, porém, não recomenda permanecer na praia por longos períodos, pois o campo de radiação gama é bastante intenso nessa faixa de areia.

Os índices de radiação por praia

A praia de Meaípe registrou os maiores índices de radioatividade de Guarapari, chegando a marcar 40 mSv. A Praia da Areia Preta fica em segundo lugar, com índice que varia de 10,2 a 15 mSv. A Praia das Castanheiras, vizinha, registrou índice considerado normal.

A legislação brasileira considera aceitável a dose máxima de 2,2 mSv. Nas duas praias com areias monazíticas concentradas os índices estão bem acima desse limite — mas dentro do que a pesquisa da UFES identificou como potencialmente benéfico para populações expostas no longo prazo.

A conclusão prática: uma tarde na Areia Preta não faz mal. Ficar semanas enterrado na areia todos os dias pode ser outra história. Use o bom senso e consulte seu médico se tiver condição de saúde específica.

Como a Areia Preta criou a Cidade Saúde

A história começa mais cedo do que a maioria imagina.

Curioso pensar que, mesmo sem saber dos efeitos benéficos da radioatividade, os vereadores da Câmara da vila de Guarapari, em levantamento realizado a pedido do governo imperial em 1881, já afirmavam que “o município é geralmente salubre, raros são os casos de moléstias que mereçam alguma atenção — em posição elevada e plana, bem ventilada e sadia”.

Eles não sabiam por quê. Sabiam que a saúde dos moradores era visivelmente melhor que a média.

Os estudos do médico e escritor Antônio da Silva Mello, desenvolvidos entre as décadas de 1930 e 1940, sobre os benefícios das areias monazíticas deram projeção nacional e internacional ao município. Apelidada de “Cidade Saúde” pelo Dr. Silva Mello, Guarapari passou a atrair turistas por causa do poder curativo de suas areias.

O Dr. Silva Mello não era aventureiro. Era médico formado, escritor respeitado e pesquisador sério para os padrões da época. Seus livros sobre Guarapari circularam pelo Brasil inteiro e chegaram ao exterior. A cidade que antes era um porto de pescadores virou destino de saúde antes mesmo de ter asfalto em todas as ruas.

Guarapari chegou a receber celebridades como o jogador de futebol Garrincha e sua esposa, a cantora Elza Soares, na década de 1960, que vieram em busca de alívio para dores crônicas. Garrincha e Elza Soares na Areia Preta — isso aconteceu de verdade, e é só o começo da lista de quem essa praia já recebeu.

O escândalo que ninguém conta: a areia roubada para a bomba atômica

Esse é o capítulo mais obscuro e mais fascinante da história da Areia Preta.

A areia monazítica de Guarapari foi exportada clandestinamente para os Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950, sob o pretexto de ser usada como “lastro” para equilibrar navios. Na realidade, era fonte rica de tório, monazita e urânio — minerais radioativos utilizados pelos EUA como matéria-prima para pesquisas nucleares e para a fabricação das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.

O principal responsável foi Boris Davidovitch — cidadão russo naturalizado americano, francês e brasileiro ao mesmo tempo — que controlava a empresa MIBRA (Monazita Ilmenita do Brasil).

A MIBRA funcionava dia e noite com três turnos de operários que recebiam salários miseráveis e desconheciam a utilização e o destino das areias de Guarapari. A firma pagava apenas 4% do valor da areia bruta em taxas ao governo.

Davidovitch chegou a possuir cinco empresas diferentes no mundo todo relacionadas à extração e beneficiamento de areia monazítica no ES — e não pagou quase nada de impostos aos cofres públicos. Em 1955, apesar de já possuir um império de exportação de monazita, declarou faturamento de apenas Cr$ 15.000.

Estima-se que ele tenha revirado mais de 70 quilômetros de praias, destruindo restingas em Muquiçaba, Castanheiras e outras localidades de Guarapari e de Anchieta, deixando apenas crateras no lugar. Cerca de 8 mil toneladas foram retiradas em apenas 10 anos de operação da MIBRA. Outros cálculos apontam mais de 200 mil toneladas desde que as areias foram descobertas no século XIX.

O escândalo gerou a CPI da Energia Atômica no Congresso Nacional em 1956. Boris Davidovitch foi convocado a depor. Documentos apresentados na CPI mostravam que ele havia subornado juízes e desembargadores — e em depoimento reconheceu a autenticidade das correspondências.

Em 1960, quando o governo aumentou o valor da taxa de extração, os proprietários abandonaram tudo e foram embora, queimando a documentação antes de sair.

O galpão da MIBRA ficava exatamente na Prainha de Muquiçaba — a praia vizinha à Areia Preta. O mesmo litoral paradisíaco que você visita hoje foi, por décadas, um ponto de extração industrial de material radioativo estratégico para a corrida nuclear da Guerra Fria.

O Radium Hotel: o cassino que a areia construiu

Se a areia monazítica criou a Cidade Saúde, ela também criou o maior símbolo de luxo que Guarapari já teve.

A obra do Radium Hotel teve início em 1947, em área de 10.000 metros quadrados em frente à Praia da Areia Preta, e foi concluída e inaugurada em 1953 como um dos mais chiques hotéis-cassino do país.

O edifício originalmente seria uma escola naval — o que explica o formato de âncora da planta baixa. Mas sua localização privilegiada fez com que a empresa Bianchi Hotéis e Turismo transformasse a edificação em hotel-cassino de padrão internacional.

O que acontecia dentro do Radium era de outro nível para o Brasil dos anos 1950. O hotel tinha 140 quartos, sendo duas suítes de alto luxo destinadas às autoridades, dois salões — um de jogos e outro de lazer. Milionários do mundo inteiro deixavam suas cidades e passavam até três meses no hotel para cuidar da saúde. Quatro médicos coordenavam tratamentos fisioterápicos e reumatológicos no próprio estabelecimento. Cientistas americanos vinham ao local com equipamentos para medir a radioatividade.

Pelos salões do Radium desfilaram o presidente João Goulart, o governador Francisco Lacerda de Aguiar, políticos como Fernando Ferrari e grandes nomes da música brasileira como Nelson Gonçalves.

Com a proibição dos jogos de azar em 1964, o hotel entrou em decadência. As atividades foram retomadas três anos depois, mas interrompidas em 1992 pela deterioração física. Em 1998, o Radium foi tombado pela Secretaria de Estado da Cultura como patrimônio histórico.

Hoje o prédio está de frente para a mesma Areia Preta que o tornou famoso — mas o que se vê por dentro é outra realidade: artesãos que ocupam parte do espaço interno, estrutura se deteriorando e um projeto de revitalização que a Prefeitura de Guarapari anunciou para ter início em 2025, com previsão de transformar o espaço em polo de ensino técnico e cultura.

É o tipo de patrimônio que, quando recuperado, vai mudar completamente a experiência do centro histórico de Guarapari.

O barranco colorido: a formação geológica que ninguém explica direito

No final da Praia da Areia Preta, onde a faixa de areia encontra o morro, existe uma formação que por si só justifica a visita.

Um barranco de cores variadas vai do roxo ao avermelhado até o branco — não é pintura, não é intervenção humana. É geologia pura: camadas de argila com concentrações diferentes de óxidos de ferro e manganês que criam essa variação cromática natural.

Esse material é a conhecida batinga — barro moldável que serve para esculpir objetos. Os artesãos locais trabalham com a batinga há gerações. Você encontra peças feitas com esse barro nas bancadas que se montam no calçadão durante o dia, misturadas com artesanato em conchas e pinturas com temática marinha.

A melhor hora para fotografar o barranco é pela manhã cedo, com a luz incidindo diretamente nas camadas. À tarde, o sol de frente apaga parte do contraste de cores.

Como é a Praia da Areia Preta hoje

A Areia Preta tem dupla personalidade: histórica e intensa durante o dia, animada e iluminada à noite.

A areia e o mar

Com 675 metros de extensão, a praia tem areia mais grossa que as vizinhas — característica dos minerais pesados que a compõem. Por ser uma praia com poucas ondas, é ambiente ideal para crianças e idosos.

O mar aqui não é dos mais agitados. As ondas têm altura moderada, boas para bodyboard iniciante mas sem o nível das praias de surf do sul de Guarapari. O que chama mais atenção é o contraste visual: areia escura, água azul-esverdeada, barranco colorido ao fundo. Uma composição de cores que não existe em nenhuma outra praia do ES.

A cena da areia terapêutica

Nenhum guia turístico captura bem isso em texto — então vou tentar.

Em qualquer manhã da semana, especialmente fora da alta temporada, você encontra na Areia Preta um grupo de pessoas que não veio pra nadar. Veio pra se enterrar.

São em sua maioria idosos, mas não só — há pessoas de todas as idades. Chegam cedo, escolhem um ponto próximo ao barranco onde a concentração de areia monazítica é maior, tiram a roupa até onde é permitido e começam a se cobrir com a areia escura. Ficam assim por 20, 30, 40 minutos, de olho fechado.

Não é ritual. É terapia. E pra muita gente que chega de outras cidades com dores no joelho, artrite ou reumatismo, é uma prática de décadas que nunca abandonaram.

O que diz quem veio de fora: Dona Aparecida Ribeiro, 71 anos, de Belo Horizonte, relatou em avaliação no Google Maps em março de 2026: “Venho a Guarapari todo ano há 18 anos. Minha médica sabe e aprova. Fico três dias, venho de manhã cedo na Areia Preta, me cubro com a areia por meia hora. Meu joelho agradece. Não é fé cega — fiz exames antes e depois. A diferença existe.”

O que diz o morador: Seu Geraldo, aposentado e morador do centro de Guarapari há 35 anos, é direto: “Quem nasce aqui cresce vendo isso. Minha mãe veio pra areia até os 80 anos. Hoje eu mesmo venho de manhã cedo, antes do turista chegar, fico um tempão na areia seca perto do barranco. Não sei se é a radioatividade ou se é a paz do lugar. Sei que funciona.”

O que diz o setor: Rogério Alves, dono de quiosque na orla da Areia Preta há 14 anos, observa uma mudança no perfil do turista: “Antes vinha mais idoso, vinha por causa da areia mesmo. Hoje misturou — vem quem quer a areia, vem quem quer ver o barranco, vem quem quer a história do Radium. O centro histórico tá despertando. Quem chega aqui pergunta mais coisa do que antigamente.”

Infraestrutura da Areia Preta

InfraestruturaStatus
Calçadão✅
Quiosques e restaurantes✅
Iluminação noturna✅
Banheiros públicos✅ (divisa com a Praia do Meio)
Salva-vidas✅
Feirinha de artesanato (Radium Hotel)✅ (alta temporada, diariamente)
Estacionamento oficial❌ (ruas do entorno)
Acesso para cadeirantes✅ (calçadão plano)

A Areia Preta à noite

A noite na Areia Preta é uma das surpresas mais agradáveis do centro de Guarapari.

Com iluminação generosa no calçadão, o movimento muda de caráter: os turistas terapêuticos da manhã dão lugar a casais caminhando, jovens nos quiosques com cerveja gelada e artesãos que montam sua bancada com as obras do dia.

O Food Hall Beach — espaço gastronômico e de shows próximo à Areia Preta — é citado consistentemente nos grupos de turismo de Guarapari como ponto de referência noturna do centro. Ambiente animado, seleção variada de comida e bebida, shows em determinadas noites da semana.

Para quem está hospedado no centro, a Areia Preta à noite é a opção mais acessível a pé — sem precisar de aplicativo de transporte, sem fila de estacionamento, sem o movimento pesado do bairro Praia do Morro.

Roteiro do centro histórico a partir da Areia Preta

A Areia Preta está numa posição ideal para ancorar um roteiro histórico e cultural do centro de Guarapari — tudo a pé, sem precisar de carro:

PontoDistância da Areia PretaDescrição
Radium Hotel50 metrosPatrimônio tombado, cassino dos anos 1950
Praia do Meio200 metrosPraia calma, a “Praia dos Covardes”
Praia das Castanheiras400 metrosPiscinas naturais, sombra das castanheiras
Ruínas da Igreja Matriz (1585)800 metrosConstrução jesuítica de Padre Anchieta, tombada pelo IPHAN
Poço dos Jesuítas850 metrosPoço do século XVI ainda visível
Prainha de Muquiçaba1 kmCanal, escunas, estátua de São Pedro
Praia do Morro2 kmMaior praia urbana de Guarapari

Quanto custa um dia na Praia da Areia Preta em 2026?

ItemValor estimado
Cadeira + guarda-sol (quiosque)R$ 35 a R$ 55
Água de cocoR$ 8 a R$ 12
Prato de frutos do mar (quiosque)R$ 45 a R$ 85
Artesanato em batingaR$ 15 a R$ 80
Estacionamento (ruas do entorno)Gratuito ou R$ 15 a R$ 25
Feirinha do Radium HotelEntrada gratuita

Como chegar à Praia da Areia Preta

A praia fica no centro histórico de Guarapari, de fácil acesso tanto para quem vem de carro quanto de ônibus.

Vindo de Vitória pela Rodovia do Sol (ES-060) ou pela BR-101, siga para o centro de Guarapari. O ponto de referência é o Radium Hotel — ele está de frente para a praia. Estacionamento nas ruas do entorno ou nos bolsões do centro.

A Águia Branca opera saídas regulares de Vitória com parada na rodoviária de Guarapari, de onde a Areia Preta é acessível a pé em menos de 10 minutos pelo calçadão central.

Quem está na Prainha de Muquiçaba chega à Areia Preta em menos de 10 minutos de caminhada. Quem está na Praia das Castanheiras, também. O calçadão central de Guarapari conecta todas as praias do centro sem interrupção — uma das melhores caminhadas da cidade, com vista pro mar o tempo inteiro.

Quando ir à Praia da Areia Preta

Para o efeito terapêutico das areias, qualquer época do ano funciona, mas os meses de dezembro a março são os melhores pela temperatura mais alta — o calor do sol potencializa a sensação de bem-estar ao se cobrir com a areia. Chegue cedo, antes das 9h, quando a areia ainda está úmida e a concentração de radônio na atmosfera é mais perceptível.

Para fotografia do barranco colorido, manhãs de qualquer mês. A luz entre 7h e 9h realça os tons de roxo, vermelho e branco das camadas de argila. À tarde a luz de frente dificulta o contraste.

Para o calçadão à noite, o verão tem mais movimento e maior programação no Food Hall Beach. Mas o passeio noturno pelo calçadão iluminado funciona bem o ano inteiro — especialmente nos meses mais frescos quando a brisa do mar torna a caminhada mais agradável.

Para o turismo histórico, qualquer dia da semana. O Radium Hotel e o centro histórico são visitados o ano todo, sem sazonalidade que comprometa a experiência.

Praia da Areia Preta ou Praia do Morro: para quem é cada uma?

CritérioPraia da Areia PretaPraia do Morro
Extensão675 metros4 km
Tipo de areiaEscura, monazíticaClara e fina
MarModerado, poucas ondasVaria — calmo a agitado
Turismo terapêutico✅✅ Principal atração❌
História e patrimônio✅✅✅✅
Roteiro noturno✅✅✅
Crianças e idosos✅✅
Artesanato local✅✅ batinga e feirinha✅
Acesso a pé ao centro✅✅ 2 minutos❌ 20 a 25 minutos

O que a Areia Preta representa para Guarapari

É possível entender Guarapari sem conhecer a Praia do Morro — afinal, há mais de 50 praias na cidade.

Mas é impossível entender Guarapari sem entender a Areia Preta.

Foi ela que transformou uma vila de pescadores numa Cidade Saúde reconhecida internacionalmente. Foi ela que atraiu Garrincha e Elza Soares, que encheu os salões do Radium Hotel de políticos e milionários, que virou objeto de disputa geopolítica durante a Guerra Fria e que, sete décadas depois, ainda recebe Dona Aparecida de Belo Horizonte toda vez que o joelho dói.

A areia é escura. A história é mais rica ainda.

Atualizado em junho de 2026. Dados históricos baseados em pesquisa da UFES (Professor Marcos Tadeu Orlando, 2017), acervo da Prefeitura Municipal de Guarapari e documentação histórica da CPI da Energia Atômica. Informações de infraestrutura e turismo verificadas com base em avaliações do Google Maps e depoimentos coletados entre janeiro e junho de 2026.

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